A
Teoria da Ação Comunicativa concebe o espaço da escola com o lugar de
exercitar a intersubjetividade entre aluno/professor/escola/família e
comunidade, com o intuito de discutir os rumos da sociedade – indivíduo como
sujeito e ator social, que reflete sobre os problemas da sociedade, interpreta,
participam, dialoga, enfim, luta por interesses comuns.
Uma educação guiada pela intersubjetividade
tem em vista a valorização social, política, econômica e ética. Assim, a
prática da intersubjetividade no campo da educação supera o modelo
“pedagogizador” ao tornar indivíduos mais livres, autônomos, capazes de avaliar
seus atos à luz dos conhecimentos, à luz das normas sociais legítimas, tendo
propósitos lúcidos e sinceros, abertos à crítica.
No Brasil, os desafios são imensos, porém
contornáveis mediante de políticas educacionais adequadas, cujo maior obstáculo é a escola “pedagogizadora”. Há certas transformações sociais que só ocorrerão
por meio da educação construtora de sujeitos capazes e não apenas capacitados,
autônomos e não apenas treinados, qualificados para a ação e não apenas para o
exercício.
A escola é o espaço em que o aluno
encontra respostas sobre si mesmo, o outro e posteriormente o meio em que está
inserido. Cabe aos educadores oferecer subsídios para que os educassem
desenvolvam a consciência de que são agentes ou sujeitos sociais que interagem
constantemente como outros indivíduos. Assim, a compreensão da
intersubjetividade Intrapsíquica favorece o desenvolvimento da aprendizagem,
uma vez que o professor poderá potencializar a investigação em sala de aula
visando apoiar o educando na construção do aprendizado, mediando a relação dele
como o conhecimento e se necessário encaminhando-o para uma avaliação
diagnostica junto a um profissional da área psíquica.
Ao falarmos de uma educação guiada pela intersubjetividade, temos em vista a valorização social, política, econômica e ética de uma reflexão sobre os rumos da educação na complexidade das sociedades contemporâneas. Nesse sentido, a tarefa da educação é desafiar essas complexidades mediante o agir comunicativo. O modelo de educação calcado na intersubjetividade conciliação de dois mundos o do sistema e o da vida, é o mais apto para a construção de pessoas realmente esclarecidas, criativas e autônomas. Educar é produzir sujeitos capazes de linguagem e de ação, calcadas em razões e argumentações justificadas, legítimas, exigências fundamentais para atender às demandas sociais, culturais, econômicas e éticas da modernidade. No Brasil, os desafios são imensos, porém contornáveis mediante de políticas educacionais adequadas, cujo maior obstáculo é a escola “pedagogizadora”.
ResponderExcluirAnilda Pereira dos Santos